Grã-Bretanha inicia ataques contra EI no Iraque
Caças bombardearam armamentos dos terroristas no noroeste do país

Caças F-15E da Força Aérea dos Estados Unidos sobrevoam o norte do Iraque após a realização de ataques aéreos na Síria em combate aos militantes do Estado Islâmico. Foto tirada no último dia 23 e divulgada hoje - 26/09/2014 - Senior Airman Matthew Bruch/Força Aérea dos Estados Unidos/Reuters
A Grã-Bretanha realizou nesta terça-feira os primeiros ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico no Iraque. Caças Tornado bombardearam uma “posição com grande quantidade de armas pesadas” e uma caminhonete com armamentos no noroeste iraquiano, segundo informação do Ministério da Defesa. "Posto de artilharia terrorista do Estado Islâmico destruído por uma bomba guiada Pavewai IV quando estava atacando tropas curdas", publicou o ministério em sua página em uma rede social.
Os bombardeios ocorrem quatro dias depois de o Parlamento britânico aprovar o envolvimento do país na coalizão que combate os terroristas em território iraquiano. O governo britânico considerou os ataques “precisos” e “bem-sucedidos”.
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Fontes ligadas às tropas curdas disseram à rede BBC que os ataques aéreos ajudaram a recuperar uma “importante passagem fronteiriça” em Rabia, perto da fronteira com a Síria. As aeronaves estavam em uma “operação armada de reconhecimento” quando foram direcionadas para os bombardeios. O secretário de assuntos estrangeiros da Grã-Bretanha, Philip Hammond, afirmou que a Força Aérea britânica analisará cuidadosamente os alvos terroristas, evitando áreas onde civis possam ser atingidos para não provocar “o efeito oposto ao desejado”.
Avanço terrorista – No dia em que o Parlamento aprovou os ataques, o primeiro-ministro britânico David Cameron deixou em aberto a possibilidade de ampliar os ataques para a Síria, o que os Estados Unidos já fizeram. Apesar dos bombardeios realizados pela coalizão internacional em território sírio, no entanto, os jihadistas seguem avançando em direção à cidade curda de Ain al-Arab.
Se conseguir tomar essa localidade, o EI passará a controlar uma longa faixa territorial contínua ao norte da Síria, ao longo da fronteira com a Turquia, que reforçou as tropas na região fronteiriça. A Turquia estava reticente em participar de uma intervenção militar contra os terroristas, mas o Parlamento vai debater nesta quinta se autoriza ou não a entrada do país na coalizão.
Uma coalizão internacional de aproximadamente quarenta nações tem atuado para impedir o avanço do EI no Oriente Médio. Além dos britânicos e dos Estados Unidos, que chefiam a aliança militar, a Bélgica e os Emirados Árabes também tem colaborado em operações aéreas contra os terroristas.
(Com agência France-Presse)

























































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