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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Espaço


Rússia envia primeira mulher à Estação Espacial Internacional

Viagem marca o retorno das russas às missões espaciais, das quais estavam ausentes desde 1997

A astronauta russa Yelena Serova
A astronauta russa Yelena Serova (Yuri Kadobnov/AFP)
A astronauta Yelena Serova se tornará na noite desta quinta-feira a primeira mulher russa a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Ela decolou em uma nave Soyuz de Baikonur, no Cazaquistão, às 17h25 do horário de Brasília, ao lado do russo Alexander Samokutiaev e do americano Barry Wilmore. "Os tripulantes têm uma enorme responsabilidade para com as pessoas que os formaram e quero dizer a elas: 'não vamos decepcioná-las'", disse Serova. 
A viagem marca o retorno das russas à conquista espacial, da qual estavam ausentes desde 1997. Apesar de a União Soviética ter enviado a primeira mulher ao espaço, Valentina Tereshkova, em 1963, Yelena é apenas a quarta mulher, tanto da Rússia quanto da União Soviética, a ir ao espaço. "Quando Tereshkova voou, estávamos em plena concorrência com os Estados Unidos para saber qual de nós enviaria a primeira mulher ao espaço", explicou à AFP o editor-chefe da revista Novosti Kosminavtiki ("Notícias do Espaço"), Igor Marinin. Ele acrescentou que, posteriormente, os voos de mulheres se tornaram menos frequentes, porque muita gente da indústria aeroespacial pensava que "o trabalho no espaço era para homens".
Durante uma entrevista coletiva, Yelena foi questionada sobre o tempo em que ficará distante de sua família e de sua filha. “É o meu trabalho. Não vejo qual problema possa haver para me comunicar com a minha filha (...) Terei muitas oportunidades de ligar para ela, saber como está e apoiá-la", disse.
Cabelo — Quando perguntada por um jornalista sobre como iria cuidar dos cabelos a bordo da ISS, devolveu: "você também se interessa pelo corte de cabelo dos meus colegas?".

Yelena nasceu em 1976 em Primorié, no extremo oriente russo, e terminou a Faculdade Aeroespacial no Instituto de Aviação de Moscou, em 2001. Em 2007, começou a se preparar para voos espaciais. "Se tudo sair bem (...), servirá de sinal para que mais mulheres ponham à prova sua força no espaço", acrescentou a astronauta.




Ensino superior


USP vai vender imóveis para arrecadar R$ 50 milhões

Negociação proposta pela reitoria envolve terrenos e salas comerciais na avenida Paulista, rua da Consolação, Santo Amaro e Butantã

Campus Butantã da Universidade de São Paulo
Campus Butantã da Universidade de São Paulo (Divulgação/USP Imagens/VEJA)
Em mais uma tentativa de aliviar a crise financeira que enfrenta, a Universidade de São Paulo (USP) estuda a possibilidade de colocar imóveis à venda com a estimativa de arrecadar cerca de 50 milhões de reais. A negociação proposta pelo reitor Marco Antonio Zago envolve terrenos e salas comerciais, adquiridos na gestão anterior e considerados desnecessários pela atual administração. O valor, porém, não cobre o déficit da USP, que gasta 90 milhões de reais mensais além do que recebe do Estado. O ex-reitor João Grandino Rodas acusa a medida de Zago de ‘desmonte’.

A medida ainda precisa do aval do Conselho Universitário, órgão máximo da instituição, e será votada nos próximos meses. Para conter a crise, Zago já sugeriu um plano de demissão voluntária de servidores, aprovado no conselho, e a transferência do Hospital Universitário e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, de Bauru, ao Estado. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), contudo, disse que não assume as unidades.

A compra dos imóveis, feita em 2011 por Rodas, foi contestada dentro e fora da USP. Segundo o ex-reitor, a ideia era transferir para locais estratégicos parte dos órgãos administrativos, concentrados no campus Butantã, na zona oeste. As críticas eram de desperdício e desvio de função no uso de verbas.



O pacote englobará um terreno de quase 2,4 mil metros quadrados na Rua da Consolação, no centro da capital, e um bloco de escritórios no Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp), em Santo Amaro, zona Sul. O valor dos dois imóveis juntos é estimado em cerca de 52 milhões de reais. A reitoria avalia internamente se vende um andar de um prédio na Avenida Paulista, também no centro e adquirido em 2011, de aproximadamente 9,5 milhões de reais.

Entre os imóveis comprados pela gestão Rodas, o mais polêmico é o terreno da Consolação. A previsão era construir um prédio de 16 andares até 2013, que abrigaria a procuradoria jurídica e outros órgãos, mas a obra atrasou. Neste ano, Zago parou o projeto.

As salas do Cenesp abrigaram 125 funcionários da administração central, mas estão desocupadas atualmente. O negócio também envolve 28 vagas de garagem. Para o imóvel na Paulista, em vez de vendê-lo, uma alternativa seria usar as salas para abrigar reuniões ou escritórios externos. A USP ainda tem terreno ao lado do campus Butantã, perto do Parque Tecnológico do Jaguaré, que não deve ser vendido.

A universidade possui cerca de 200 imóveis de heranças sem testamento, segundo a última contagem citada em fevereiro no Conselho Universitário, mas a verba obtida com esse patrimônio só pode ser usada em assistência estudantil. No caso dos outros imóveis, os recursos têm uso livre. A assessoria de imprensa da USP informou que só se manifestará quando a proposta estiver fechada.

(Com Estadão Conteúdo)


Europa


Programa europeu de intercâmbio dá frutos: 1 milhão de bebês

Estudo da Comissão Europeia mostra que 25% dos estudantes que participaram do Erasmus conheceram companheiros enquanto eram bolsistas

Participantes do programa de bolsas Erasmus Mundus, da Comissão Europeia, tiveram cerca de 1 milhão de filhos com parceiros que conheceram durante o intercâmbio
Participantes do programa de bolsas Erasmus Mundus, da Comissão Europeia, tiveram cerca de 1 milhão de filhos com parceiros que conheceram durante o intercâmbio (Jupiterimages/ Thinkstock/VEJA)
Um estudo divulgado nesta semana pela Comissão Europeia sobre o impacto do Eramus Mundus, principal programa de intercâmbio para o ensino superior do bloco europeu, revelou que 25% dos intercambistas conheceram seus companheiros enquanto estudavam em outro país. Mais: dessas uniões nasceram cerca de 1 milhão de bebês. Criado em 1987, o Erasmus já ofereceu bolsas de estudo para mais de 3 milhões de alunos da União Europeia.
Pia Ahrenkilde Hansen, porta-voz da Comissão, disse que o número é apenas uma estimativa baseada em entrevistas feitas com mais de 88.000 pessoas que fizeram o programa. "É a prova de que o programa cria várias coisas boas", declarou a porta-voz ao jornal britânico The Independent.



Um terço dos participantes do programa de intercâmbio teve parceiros de outras nacionalidades. Em 2011, o novelista italiano Umberto Eco já havia ressaltado o potencial romântico do programa. "O Erasmus é o responsável pela criação da primeira geração de cidadãos europeus, filhos de pais de diferentes nacionalidades. Eu chamo isso de revolução sexual: um jovem catalão conhece uma menina flamenca: eles se apaixonam, se casam, e se tornam europeus, assim como seus filhos", disse em entrevista do jornal italiano La Stampa.
O estudo, no entanto, não fala apenas sobre o potencial afetivo do programa de intercâmbio. Segundo o relatório, a experiência no exterior aumenta as possibilidades profissionais dos jovens — um em cada três participantes é convidado para atuar como representante de empresas em suas sedes internacionais. O estudo mostrou ainda que um em cada dez intercambistas criaram suas próprias empresas.


Epidemia


Obama diz que ações internacionais contra ebola são insuficientes

Em reunião da ONU, americano disse que países devem se comprometer em enviar mais trabalhadores e equipamentos às regiões afetadas pela epidemia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante reunião da ONU que discutiu a atual epidemia de ebola da África Ocidental
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante reunião da ONU que discutiu a atual epidemia de ebola da África Ocidental (Andrew Burton/AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou como insuficiente a resposta internacional para combater a epidemia de ebola na África. Durante reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira, Obama ainda disse que a doença pode matar dezenas de milhares de pessoas se instituições e países não se comprometerem rapidamente a enviar mais recursos para combater o problema. "Ainda existe uma diferença significativa entre o que temos agora e o que precisamos para combater o ebola", afirmou.

Para o americano, outros países precisam contribuir com mais trabalhadores de saúde, equipamentos e assistência com transporte aéreo. Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram que vão intensificar seus esforços para combater o ebola, enviando cerca de 3.000 soldados para a África Ocidental para coordenar a ajuda internacional, construir centros de tratamento e treinar profissionais de saúde.
O número de casos de ebola confirmados até 21 de setembro é de 6 263, incluindo 2 917 mortes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Guiné, Libéria e Serra Leoa são os países mais afetados. No entanto, a agência alerta que o número de casos pode crescer exponencialmente, com mais de 20 000 infectados até o começo de novembro, se novas medidas não forem adotadas para conter o vírus. 
Na pior das hipóteses, desenhada pelo Centro para o Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos, entre 550.000 a 1,4 milhões de pessoas podem ser infectadas até o meio de janeiro na Libéria e em Serra Leoa.

Ásia


Indonésia acaba com voto direto nas eleições locais

O presidente recém-eleito que tomará posse em outubro, Joko Widodo, apoiava a manutenção do sistema de eleições diretas para cargos locais e regionais

Policiais das forças nacionais da Indonésia se preparam para lidar com os manifestantes que aguardam o veredicto sobre as eleições, em Jacarta, capital do país
Policiais da Indonésia se preparam para lidar com os manifestantes que aguardam o veredicto sobre as eleições, em Jacarta (Bagus Indahono/EFE)
O Parlamento da Indonésia aprovou nesta sexta-feira a supressão da eleição direta nos pleitos locais, uma medida foi recebida com duras críticas por setores da sociedade e da imprensa. A mudança põe fim à eleição direta de prefeitos, governadores provinciais e chefes de distrito que passarão a ser selecionados por parlamentos locais, tal como ocorria antes da reforma aprovada em 2004.
A moção foi aprovada de madrugada após um debate de dez horas que foi resolvido quando o Partido Democrata do presidente em fim de mandato, Susilo Bambang Yudhoyono, decidiu abster-se da votação e abandonar a Câmara apesar de ter se comprometido a apoiar o sistema vigente. Os democratas tinham exigido dez condições para melhorar a eficácia e reduzir os custos dos pleitos locais, mas quando viram que seriam derrotados, saíram do Parlamento.

A decisão do Parlamento foi recebida com protestos de ativistas e fortes críticas, que consideram um “retrocesso” no processo democrático da Indonésia. “Tirar do povo o direito de escolher seus líderes é uma traição descarada da confiança pública e ao mesmo tempo o marginaliza do processo democrático, deixando como inútil todo o progresso e os custos dos últimos dez anos”, considerou em seu editorial o jornal The Jakarta Globe. “A Indonésia retorna ao sistema de democracia elitista controlada por um punhado de políticos corruptos que só servem a seus próprios interesses”, acrescentou o jornal em seu editorial.
O sistema de eleição direta contava com o apoio do presidente eleito, Joko Widodo, que tomará posse do cargo em outubro, e que anteriormente, por meio desse sistema, foi eleito prefeito de Slo e governador de Jacarta. “Se os líderes regionais são escolhidos diretamente prestarão mais atenção ao povo. Deverão assegurar-se que satisfazem as necessidades das pessoas”, disse Widodo antes da votação.
A moção foi aprovada com o voto de cinco partidos que nas eleições presidenciais de julho apoiaram o candidato perdedor, Prabowo Subianto, que na campanha se mostrou partidário de suprimir também a eleição direta para presidente do país. O presidente, que antes de 2005 era eleito pelos deputados do Parlamento, seguirá sendo escolhido pelos eleitores em eleições nacionais. A decisão de hoje do Legislativo ainda poderá ser recorrida no Tribunal Constitucional da Indonésia.
(Com agências France-Presse e EFE)


São Paulo


Reserva do Cantareira acaba em 57 dias, diz secretário

Secretário Mauro Arce confirmou que a primeira cota do volume morto do Sistema Cantareira deve durar até o dia 21 de novembro

Volume morto do Sistema Cantareira chega ao fim em novembro, diz secretário
Volume morto do Sistema Cantareira chega ao fim em novembro, diz secretário (Luis Moura/Folhapress/VEJA)
O secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce, disse nesta quinta-feira que a primeira cota do volume morto do Sistema Cantareira deve durar até o dia 21 de novembro, se o volume de chuvas na região dos reservatórios permanecer como está. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) conta com uma segunda cota da reserva profunda das represas para manter o abastecimento na Grande São Paulo até março do ano que vem sem adotar racionamento.
Saiba mais:

"Nós agora temos um segundo volume que estamos preparando para usar. Vamos adiar o máximo", disse Arce, sobre os 106 bilhões de litros adicionais da reserva que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) pretende utilizar. "Se continuar assim, vamos liberar no dia 21 de novembro", completou o secretário, que durante visita ao Parque Várzeas do Tietê, na zona leste de São Paulo, ao lado de Alckmin. O uso do segundo volume morto ainda não foi liberado pelos órgãos reguladores do manancial.
Nesta quinta, o nível do Cantareira chegou a 7,4% da capacidade, o mais baixo da história. Restam hoje nos cinco reservatórios que formam o manancial 72,2 bilhões de litros da primeira cota do volume morto, de 182,5 bilhões, que começou a ser bombeada no dia 31 de maio. Alckmin tem apostado na próxima temporada de chuvas, que vai de outubro a março, para aliviar a crise de abastecimento e recarregar as represas. Para ele, há chances de não precisar utilizar a segunda cota do volume morto. "Nós estamos preparados. Mas talvez nem precise da chamada da segunda reserva técnica", disse o tucano, que havia descartado retirar mais água da reserva há três meses.
Protesto – Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) protestam contra a crise da água em frente à sede da Sabesp, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira. A manifestação se concentrou no Largo da Batata e interrompeu o trânsito na rua Sumidouro. Cerca de 5000 pessoas participam do ato, segundo a PM, e por enquanto não houve incidentes. Mais cedo, o movimento ameaçou invadir a Sabesp. 
(Com Estadão Conteúdo


KKKKKK


Fique atento: é sempre bom olhar a aparência do que você come antes de digerir o alimento! 

Segurança

TSE autoriza a presença de tropas na Maré durante eleição


Decisão permite que forças federais que já atuam no complexo façam a segurança na campanha eleitoral, mas não libera o envio de novas tropas

Tropas das Forças Armadas ocuparam pontos estratégicos do complexo de favelas da Maré no Rio de Janeiro
Tropas que já atuam na Maré farão a segurança nas eleições (Ricardo Moraes/Reuters/VEJA)
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou nesta quinta-feira que forças de segurança federais atuem no complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio, para impedir que criminosos interfiram na campanha eleitoral deste ano.

Embora seja mais um capítulo de uma discussão que opôs o Ministério Público Eleitoral e a gestão do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), na prática a decisão não proporciona mudanças, pois tropas federais já são responsáveis pela segurança no conjunto de favelas, conforme acordo firmado entre os governos federal e do Rio. Para que esses agentes de segurança participassem de ações especiais de policiamento no dia da eleição (5 de outubro), porém, era necessária a autorização concedida nesta quinta.


Impasse – Em agosto, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) solicitou o envio de tropas federais ao Rio para impedir que criminosos intervenham na campanha eleitoral em comunidades consideradas de risco. Documento da Secretaria Estadual de Segurança produzido na época indicava que em 41 áreas do Estado candidatos já haviam sido impedidos de fazer campanha por traficantes ou milicianos.

Apesar do posicionamento do TRE, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que só um pedido formal do governador poderia dar início ao procedimento de solicitação do envio de tropas federais para a eleição no Rio. Pezão não se opôs à presença das forças de segurança, mas transferiu ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a decisão sobre pedir ou não o reforço. Beltrame considera que a presença de tropas federais não é necessária. Por isso, o TSE se limitou a autorizar o auxílio das forças de segurança que já atuam na Maré.


Maquiavel


A versão de Lula para o roubo a banco

O ex-presidente Lula dá sua versão sobre um roubo a banco durante discurso em prol do candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, em Santo André (SP)
O ex-presidente Lula dá sua versão sobre um roubo a banco durante discurso em prol do candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, em Santo André (SP) (Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Folhapress)


No melhor estilo socialista neanderthal, a propaganda eleitoral do PT na televisão elegeu os banqueiros como vilões nesta campanha. O ex-presidente Lula levou uma versão desse discurso para um palanque na cidade de Santo André, no ABC paulista, na noite desta quarta-feira. No tom jocoso que às vezes o aproxima do deputado-palhaço Tiririca e o afasta do mínimo de compostura que deveria sempre pautar o comportamento de um ex-presidente da República, Lula deu a entender que roubar um banqueiro não é nada de tão condenável. Disse Lula: "A coisa está tão grave que é pobre roubando pobre. Eu, antigamente, via: ‘Bandido roubou um banco’. Ficava preocupado, mas falava: 'Roubar um banqueiro… O banqueiro tem tanto que um pouquinho não faz falta. Afinal de contas, as pessoas falavam: ‘Quem rouba mesmo é banqueiro, que ganha às custas do povo. Eu ficava preocupado... Era chato, mas era… Sabe, alguém roubando rico”. A fala do petista só não foi a pior da semana (que ainda não acabou) porque o discurso da presidente-candidata Dilma Rousseff na ONU, equiparando os bárbaros decapitadores do Estado Islâmico (EI) às forças ocidentais que os combatem, ultrapassa todos os limites da infelicidade.


Bom Dia


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Ciência

Doenças infecciosas

Fiocruz testa mosquito que não transmite dengue no RJ

Os ovos dos mosquitos foram contaminados com a bactéria Wolbachia, que impede que o vírus se multiplique no organismo do 'Aedes aegypti'

Imagem do mosquito Aedes aegypti, mais conhecido como mosquito da dengue
Imagem do mosquito Aedes aegypti, mais conhecido como mosquito da dengue (Ana Macedo/Futura Press/VEJA)
A  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começou a testar nesta quarta-feira uma forma inovadora de combater a dengue na cidade do Rio de Janeiro. Mosquitos modificados em laboratório foram liberados nesta manhã no bairro de Tubiacanga, na Ilha do Governador, zona norte, onde moram 3 mil pessoas. Os ovos dos mosquitos foram contaminados com a bactéria Wolbachia, encontrada em 60% dos insetos, como as drosófilas (pequenas moscas) e pernilongos. Essa bactéria atua como uma espécie de vacina para o Aedes aegypti, impedindo que o vírus da dengue se multiplique no organismo do mosquito, que deixa, assim, de transmitir a doença. É a primeira vez que essa estratégia é testada no continente americano - já há experimentos em andamento na Austrália, Vietnã e Indonésia.
A Wolbachia também atua na reprodução dos insetos. A bactéria é transmitida naturalmente para as gerações seguintes de mosquitos e o método se torna autossustentável: Aedes com Wolbachia acabam se tornando predominantes na natureza, sem que os pesquisadores precisem liberar insetos contaminados constantemente. Em localidades da Austrália, isso aconteceu em 10 semanas, em média. O líder da pesquisa no país, Luciano Moreira, explicou que a expectativa é de que, até o final do ano, toda população de Aedes aegypti seja infectada pela Wobachia e esteja livre do vírus da dengue em Tubiacanga. As liberações serão feitas por aproximadamente três ou quatro meses e vai depender dos resultados sobre a capacidade dos mosquitos com Wolbachia de se instalarem no local.
A Wolbachia é uma bactéria intracelular, que só pode ser transmitida de mãe para filho, no processo de reprodução dos mosquitos. É maior que o canal salivar do mosquito, ou seja, não sai pela saliva, meio pelo qual o homem é contaminado. Para ter certeza de que não infecta seres humanos e animais domésticos, integrantes da equipe, na Austrália, deixaram-se picar durante cinco anos por uma colônia de mosquitos com Wolbachia.

O projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil foi lançado no Rio de Janeiro, em 2012. Nesses dois anos, os pesquisadores capturaram Aedes aegypti nos locais que servirão de testes, estudaram essas regiões e criaram os mosquitos contaminados em laboratório. Depois de lançados em Tubiacanga, os cientistas poderão avaliar a capacidade dos mosquitos com a bactéria se estabelecerem no ambiente e cruzarem com os demais mosquitos. Cerca de 10 mil insetos serão liberados semanalmente em Tubiacanga, por até quatro meses. Para reduzir o incômodo da população, a Secretaria Municipal de Saúde fez uma campanha para eliminar focos de criação do mosquito. Depois da Ilha do Governador, os bairros da Urca e Vila Valqueire, no Rio de Janeiro, e de Jurujuba, em Niterói, receberão os mosquitos. Estudos em larga escala para avaliar o efeito da estratégia estão previstos para ocorrer a partir de 2016.
(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)


Ciência

Astronomia

Água é descoberta, pela primeira vez, na atmosfera de exoplaneta do tamanho de Netuno

O HAT-P-11b é o menor planeta fora do Sistema Solar encontrado pelos cientistas a apresentar essas condições. A descoberta, publicada na revista 'Nature', é mais um passo rumo à identificação de mundos que possam abrigar vida

O planeta HAT-P-11b, que possui um raio quatro vezes maior que o da Terra e está localizado na constelação de Cisne, a 122 anos-luz (cada ano luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros)
O planeta HAT-P-11b, que possui um raio quatro vezes maior que o da Terra e está localizado na constelação de Cisne, a 122 anos-luz (cada ano luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) (David A. Aguilar/CfA/Reprodução/VEJA.com)
Cientistas americanos detectaram pela primeira vez vapor de água na atmosfera de um exoplaneta do tamanho de Netuno. O HAT-P-11b é o menor planeta fora do Sistema Solar encontrado pelos cientistas a apresentar essas condições. A descoberta, publicada nesta quarta-feira na revista Nature, permite avançar rumo à identificação de mundos em nossa galáxia com condições similares à da Terra — ou seja, que possam abrigar vida.
CONHEÇA A PESQUISA


Onde foi divulgada: revista Nature

Quem fez: Jonathan Fraine, Drake Deming, Bjorn Benneke, Heather Knutson, Andrés Jordán, Néstor Espinoza, Nikku Madhusudhan, Ashlee Wilkins, Kamen Todorovn

Instituição: Universidade de Maryland, EUA, Pontifícia Universidade Católica do Chile, Chile e outras

Resultado: Os pesquisadores detectaram pela primeira vez vapor de água na atmosfera do exoplaneta HAT-P-11b, do tamanho de Netuno. É o menor planeta fora do Sistema Solar a apresentar essas condições.
Com um raio quatro vezes maior que o de nosso planeta e localizado na constelação de Cisne, a 124 anos-luz (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros), o HAT-P-11b possui uma camada de nuvens sobre sua superfície fria e gasosa que permitiu a análise da composição de sua atmosfera e revelou a presença de água.
Leia também: 

Essas condições são raras, pois, até o momento, só era possível analisar a composição atmosférica de grandes planetas gasosos, similares a Júpiter. Os planetas menores normalmente são cobertos por densas nuvens, compostas por todos os tipos de elementos, que impedem a análise das camadas mais profundas da atmosfera. Há décadas, esse é um obstáculo para estudar planetas do sistema solar como Júpiter, coberto de nuvens estratificadas de amoníaco, e Vênus, onde se estendem grossas nuvens de ácido sulfúrico.
A atmosfera clara do HAT-P-11b, entretanto, revelou, além de moléculas de vapor de água, também hidrogênio e vestígios de átomos pesados.
Espectro luminoso — Dada a impossibilidade de enviar sondas espaciais para estudar distantes exoplanetas, os cientistas tratam de estabelecer sua composição atmosférica a partir de informações do espectro electromagnético que chega à Terra. Assim, a partir de imagens obtidas pelos telescópios Hubble e Spitzer, os cientistas analisaram a luz emitida pela estrela do planeta através de sua atmosfera. O pesquisador Jonathan Fraine, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e seus colegas perceberam que a luz com comprimento de onda de 1,4 micrômetro era absorvida, o que está dentro do espectro de absorção de moléculas de água.
A presença de água é um dos elementos essenciais para que a vida possa se desenvolver. O achado é considerado chave para compreender a formação e a evolução dessa classe de exoplanetas, segundo aponta o estudo da Nature.

Saúde

Transplante

Número de doadores de órgãos no Brasil cresceu 90% em seis anos

De acordo o Ministério da Saúde, quantidade de pessoas na fila de espera por um transplante também caiu nesse período

O indicador nacional de doadores por milhão de habitantes passou de 5,8, em 2008, para 13,4, em 2013.
O indicador nacional de doadores por milhão de habitantes passou de 5,8, em 2008, para 13,4, em 2013. (Egberto Nogueira/VEJA)
O número de doadores de órgãos no Brasil cresceu 90% nos últimos seis anos. Em 2008, havia 1 350 doadores, e, em 2013, 2 562. Nesse período, o indicador nacional de doadores por milhão de habitantes passou de 5,8 para 13,4. Ao mesmo tempo, o número de pessoas na fila de espera de transplantes caiu de 64 774 para 37 736. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde.
Nos primeiros seis meses deste ano, o Brasil realizou 11 400 transplantes. As cirurgias mais realizadas foram as de córnea (6 600), de órgão sólidos como coração e fígado (3 700) e de medula óssea (965). Como comparação, em 2013, 23 457 transplantes foram feitos. O Brasil é o país latino-americano com maior percentual de aceitação familiar para doação de órgãos. Das famílias brasileiras que têm um parente que morreu por morte encefálica, 56% autorizam a retirada dos órgãos. Na Argentina, essa porcentagem cai para 52,8%.

De acordo com o coordenador geral do Sistema Nacional de Transplantes, Heder Murari, o governo deve atingir a meta de 14 doadores por milhão de habitantes até o fim do ano. Mesmo com os dados apresentados, o Ministério da Saúde lançou uma campanha que pretende aumentar a adesão das famílias à doação de órgãos. O objetivo é mostrar a importância da autorização para retirada de órgãos, após a confirmação do óbito.
Além disso, o governo desenvolveu um aplicativo que será integrado com o Facebook. Ele notificará a família do necessitado do órgão quando um usuário da rede social se declarar doador.
Doadores — Qualquer pessoa pode ser doadora, desde que o procedimento não prejudique sua saúde. Doadores vivos podem doar um dos rins, parte do fígado, da medula óssea ou do pulmão. Para os falecidos, é preciso que o médico constate morte encefálica.


Smartphones


Consumidores dizem que novo iPhone entorta. Apple não comenta

Modelos 6 e 6 Plus chegaram às lojas de dez países na sexta-feira

Reprodução
Em vídeo no YouTube, usuário força iPhone 6 Plus até aparelho entortar (Reprodução/VEJA)
Apenas cinco dias após a chegada do iPhone 6 e iPhone 6 Plus às lojas de dez países (ainda não há previsão de lançamento no Brasil), a Apple já enfrenta as primeiras queixas. Alguns usuários reclamam em fóruns de discussão sobre produtos da marca que os smartphones entortam se colocados, por exemplo, no bolso da calça por muito tempo. Procurado pelo site de VEJA, o escritório da Apple no Brasil não comentou o assunto. Apesar das diversas fotos de aparelhos danificados, os consumidores não relataram outras consequências, como quebra da tela ou falhas no funcionamento.

Com telas de 4,7 e 5,5 polegadas, os produtos têm espessura de apenas 6,9 e 7,1 milímetros, respectivamente. O fato de o corpo do aparelho ser em alumínio poderia explicar a fragilidade do aparelho quando pressionado por um longo tempo em uma única posição.
Para comprovar a queixa, alguns consumidores publicaram vídeos mostrando o problema. Confira a seguir:
A alegada falha de design trouxe à mente dos consumidores o chamado "Antennagate", como ficou conhecido o problema na recepção da antena do iPhone 4. Após o lançamento do produto, em 2010, usuários reclamavam que o novo design do smartphone prejudicava a recepção do sinal da rede 3G. O próprio Steve Jobs, cofundador e então CEO da Apple, morto em outubro de 2011, precisou explicar a falha e distribuir capas protetoras para acalmar os usuários.
Após a chegada do iPhone 6 e do iPhone 6 Plus às lojas, a Apple informou que vendeu mais de 10 milhões de unidades apenas no primeiro final de semana. Uma semana antes, a empresa já havia quebrado outro recorde no período de pré-venda: 4 milhões de unidades dos novos iPhones foram vendidas nas primeiras 24 horas. Os novos smartphones da Apple devem chegar as lojas de 115 países ate o final do ano.


Corinthians é denunciado e pode perder até vinte mandos


STJD julgará o clube pelas atitudes da torcida no clássico contra o São Paulo

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Torcida na partida Corinthians e São Paulo, no Itaquerão
Torcida na partida Corinthians e São Paulo, no Itaquerão - Ricardo Matsukawa/VEJA
O Corinthians poderá perder até 20 mandos de campo pelo mau comportamento de sua torcida no clássico contra o São Paulo, domingo passado, no Itaquerão. O clube foi denunciado nesta quarta-feira pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e será julgado, ainda sem data definida, por desordem e lançamento de objeto no gramado. No clássico de domingo, duas torcidas organizadas do Corinthians, a Camisa 12 e a Pavilhão 9, brigaram entre si nas arquibancadas do Itaquerão. Além disso, um isqueiro foi atirado no gramado. O árbitro da partida, Luiz Flávio de Oliveira, relatou esses dois fatos na súmula. E a procuradoria do STJD levou essa informação em consideração para denunciar o clube nesta quarta-feira.

O Corinthians foi enquadrado nos incisos I e III, parágrafo 1º, do artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A pena é de até 100.000 reais e a perda de 10 mandos de campo por inciso. O STJD ainda vai marcar a data do julgamento. Uma suspensão como essa daria um prejuízo de cerca de 1 milhão de reais por jogo. Esse é o valor médio que o clube tem arrecado quando atua no Itaquerão (já descontadas as despesas da partida). O STJD também denunciou os jogadores Álvaro Pereira, do São Paulo, e Fábio Santos, do Corinthians, por jogada violenta (artigo 254). Os dois receberam cartão vermelho no clássico e podem pegar de um a seis jogos de suspensão.
Já o volante Souza também foi denunciado porque deu uma declaração polêmica criticando a arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira, após a derrota para o Corinthians. "A gente estava com o placar a nosso favor, só que a gente esqueceu de contratar o árbitro, e eles contrataram e venceram", disse o jogador do São Paulo, que pode ser multado em até 100.000 reais e pegar suspensão de até seis partidas. O STJD informou que a procuradoria ainda está analisando os insultos homofóbicos entre torcedores de Corinthians e São Paulo. O objetivo do inquérito é apurar "se os cânticos revelam mera provocação ou se possuem cunho discriminatório, desdenhoso ou ultrajante".