Com iPhone maior, Apple chega atrasada (mas a tempo) ao mercado de phablets.
Além da tela maior, o iPhone 6 (foto) traz design com bordas arredondas, mais semelhante ao da concorrência
Usuários de iPhones poderão, enfim, matar a inveja que tinham de amigos que usavam "phablets", categoria de smartphones com telas entre 5 e 7 polegadas. A Apple lançou nesta terça-feira (9) os iPhones 6 e 6 Plus, que marcam a estreia tardia da empresa neste mercado repleto de Androids e Windows Phones. No Brasil, no entanto, os "iPhonões" chegam a tempo para conquistar vendas (e o gosto) dos usuários.
A consultoria IDC estima que, apenas em 2013, cerca de 2,2 milhões de phablets foram vendidos no Brasil, o que representa 6% do total do mercado nacional de smartphones. Para este ano, a projeção é a de 5 milhões desses dispositivos sejam vendidas por aqui, chegando a 10% do mercado.
Com tela de 4,7 polegadas, o iPhone 6 é "quase" um phablet, mas ainda sim visivelmente maior que o iPhone 5s, da geração anterior, com 4 polegadas.
Já o iPhone 6 Plus, com tela de 5,5 polegadas, é o exemplo típico da categoria de smartphones grandes, que conta com integrantes como Samsung Galaxy Note (5,7 polegadas), Galaxy S5 (5,1''), Nokia Lumia 1520 (6''), Sony Xperia Z3 (5,2'') e LG G Flex (6'').
Os "iPhonões" devem atender, principalmente, usuários que não acham confortável navegar na internet, ler notícias e digitar em telas menores. Há ainda o "público gamer", que busca dispositivos com tela de alta resolução (além de maior) para jogos com gráficos mais robustos.
A Apple ainda não anunciou o preço dos aparelhos desbloqueados nos EUA. Com contrato de dois anos, o iPhone 6 de 16 GB sairá por US$ 199 (cerca de R$ 454), enquanto o iPhone 6 Plus de 16 GB custará US$ 299 (R$ 683). A expectativa é que no Brasil o smartphone "top de linha" possa chegar por, no mínimo, R$ 2.800, preço atual do iPhone 5s. "A Apple poderia ter lançado smartphones maiores um pouco antes, porque há algum tempo os consumidores desejam algo mais próximo de um computador e não queriam mais pagar R$ 2.000 por algo com tela pequena", avalia Leonardo Munin, analista de mercado da IDC.
Esse tipo de lançamento, no entanto, era "impensável" há alguns anos. "Steve Jobs [cofundador da empresa] nunca botou fé neste tipo de dispositivo, e também era difícil acreditar que as pessoas iriam usar algo tão grande junto à orelha", brinca Munin.
Já Lucas Longo, diretor-executivo do iai? (Instituto de Artes Interativas) e um dos pioneiros em cursos de desenvolvimento para iOS no país, vê como natural a chegada "mais tarde" da Apple ao mercado de phablets. "Foi assim em outras ocasiões. Quando o iPod foi lançado, já existiam outros MP3 players e, com o iPhone, também. A diferença é que os dispositivos chegam depois, mas melhores."
iPhones "velhos" saem ganhando
No Brasil, outra vantagem para a Apple com a chegada dos iPhones 6 e 6 Plus é o "empurrão" nas vendas de smartphones das gerações anteriores, que costumeiramente têm o preço reduzido nessas ocasiões. "Historicamente, o iPhone mais vendido no Brasil é sempre o mais antigo e de menor preço", diz Munin.

Nenhum comentário:
Postar um comentário