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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Doenças causadas pelo tempo seco: como prevenir e tratar.

Baixa umidade do ar aumenta incidência de doenças respiratórias e de infecções virais e bacterianas

Patricia Orlando
Pessoas que sofrem de problemas respiratórios são as mais afetadas pelo tempo seco
Pessoas que sofrem de problemas respiratórios são as mais afetadas pelo tempo seco (Nelson Antoine/Fotoarena/VEJA)
Os meses do inverno têm tempo seco em grande parte do território brasileiro. Quando a umidade do ar cai para menos de 30% — o índice ideal, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é de 60% —, aumenta a incidência de problemas como alergias respiratórias e viroses.

O maior malefício da baixa umidade do ar é a desidratação das células, principalmente da pele e das mucosas. Narinas e olhos ressecados, cansaço e dor de cabeça são sintomas que podem aparecer quando faltam água e sais minerais no organismo. Com o tempo seco cresce a prevalência de doenças como rinite e conjuntivite alérgicas, pois os agentes causadores das alergias — como poeira, poluição e pelos de animais — ficam mais tempo suspensos no ar.

Quem não se hidrata corretamente também corre risco de contrair viroses e infecções bacterianas. "O vírus e a bactéria se aderem mais facilmente a uma célula ressecada", explica a alergista e imunologista Alexandra Sayuri Watabe, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).
Pessoas com problemas respiratórios são as principais afetadas pelo tempo seco. "Na respiração, o organismo precisa de água para umedecer o ar que entra no corpo", diz o pneumologista Alexandre Kawassaki, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Sem a umidade, o muco, que ajuda a proteger o organismo de infecções, fica muito espesso e não consegue limpar as vias aéreas adequadamente.

Prevenção — Beber pelo menos 2 litros de água por dia, hidratar as narinas com soro fisiológico, pingar colírio nos olhos, espalhar toalhas molhadas e bacias de água pelo quarto são algumas medidas para combater as doenças causadas pelo ar seco. A recomendação é procurar um médico apenas se os sintomas permanecerem por mais de uma semana. "No hospital a pessoa pode se expor a algum vírus mais perigoso", diz Kawassaki. "O melhor método é fazer a prevenção em casa." 

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